Nunca gostei de viver na província, nunca. Nasci no alentejo, mas saí de lá pequena, e andei por aí. Mas sempre quis ir para Lisboa, não sei explicar porquê. Foi uma ideia fixa, a qual persegui furiosamente. Morei em várias cidades, mas o que me importava era aproximar da capital, e realmente, quando tinha 19 anos, lá me mudei para Lisboa. Só aí o meu coração sossegou e estava finalmente onde queria e onde me sentia bem. As pessoas e os lugares da província não me interessam nada, nunca interessaram. Uma vez em Lisboa, fui viver no bairro onde o meu pai tinha vivido, Campo de Ourique. Era um bairro espectacular, na altura com lojas, cafés, bancos, lugares que parecia serem meus, parecia conhecer, onde me sentia muito bem. Fiz muitos amigos, estudava na Lapa, era feliz, muito feliz. A vida em Lisboa é diferente, mais rápida, as amizades são diferentes, as pessoas são bastante diferentes que as pessoas da provincia. Não é que sejam melhores nem piores, são diferentes. Podemos andar na rua sem sermos conhecidos, podemos ir a sítios muito bons, ou podemos simplesmente ir passear ao jardim da estrela. É apenas connosco. Não tempos que fazer algo, só porque sim. Ou deixar de fazer. As pessoas são mais tolerantes, bem dispostas, e acima de tudo, damo-nos só com quem queremos. Na Provincia é diferente, porque não podemos escolher, não há muita escolha. Ao fim de 2 anos lá, o meu pai morre de repente. E fiquei eu e a minha mãe, sozinhas, com a familia no alentejo. E foi aí que começou o drama. Durante 2 ou 3 anos a minha mãe todos os dias se queixava, que não gostava daquela casa, que não gostava daquela cidade, que não tinha ali familia (embora tivesse uma prima), que eu ali não conseguia arranjar trabalho. Foram 3 anos consecutivos de massacre. "Isto não é a tua terra, eu não gosto e viver aqui, isto não faz sentido" Ao fim de 3 anos, eu cedi. Não aguentava mais ouvi-la, não aguentava mais viver assim. Facilmente vendi aquela casa e fomos para o alentejo. Durante a viagem, diz-me ela, de lágrimas nos olhos : " Um dia havemos de voltar, estou tão arrependida de me ir embora".
E eu nunca lhe consegui perdoar e duvido que algum dia o faça, ter-me obrigado a mudar de terra, a vender uma casa que hoje valia uma fortuna, a deixar os meus amigos, a deixar os meus sítios. Eu ainda não tinha 30 anos, era uma miúda, mas algo se partiu ali, algo em mim, morreu.
Chegada ao alentejo, tive uma depressão brutal. Lembro-me que não tinha onde ir ao fim de semana, lembro-me que ninguém percebia o que eu dizia, lembro-me que achava as pessoas tão estranhas. Lembro-me de pegar no carro, ainda sem ter carta e ir para aldeias ali perto, na ânsia de sair de casa, chorar.
Até que um dia, achei que não merecia nada daquilo. E decidi vir embora, não para Lisboa, porque não tive dinheiro para comprar uma casa, mas para mais perto de Lisboa.
Não é fácil ouvir a minha mãe, desde há 23 anos, dizer que a cidade que mais gosta é de Lisboa, quando foi ela que sempre se quis vir embora. Não é nada fácil para mim viver na província.Não me perguntem porquê, mas não é. Detesto com todas as minhas forças, mas sei que Lisboa está perto, 1 hora e pouco de caminho e estou lá. Faço uma vida muito caseira, não tenho amigos aqui, na província as pessoas não vão à casa umas das outras, não convivem. Há pouco trânsito, não há barulho à noite. Mas tenho uma casa boa, quentinha, e tento todos dos dias ser feliz. É isso que conta.
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11/20/2013
10/07/2013
Do amor
O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho.
Anaïs Nin
Anaïs Nin
7/27/2013
Always!
7/20/2013
Julho!
7/16/2013
Silly Season
Já devem ter reparado que o blog anda parado, sem grandes novidades, sem grandes conteúdos, assim morno. Realmente, e embora continue a ser importante, o blog passou a ser apenas mais qualquer coisa na vida da pessoa. E a pessoa anda apaixonada, anda com calores, anda entusiasmada com o verão, o calor, e a vida. E com projectos e com outras pessoas, que são o mais importante de tudo. E quando acabar a silly season, com toda a certeza, haverão mais novidades, sairão novos produtos, tudo será novo. E como eu gosto de coisas novas e renovações! Mas agora o tempo é de celebração da vida, e também a celebração do amor, que se prolonga por todo o mês de Julho. Oh yeahh!
5/28/2013
Engato-te sempre que posso...
Quis o destino que eu não fosse uma pessoa expansiva, que anda para aí a gritar o que sente, pelo contrário, sou introspectiva, não demonstro, calo dentro de mim (quase tudo) o que sinto. Para o bem e para o mal, essa sou eu. Mas se me pisam os calos, ou me decepcionam, é bom que não estejam por perto, pois ouvem o que não querem e não me voltam a ver os dentes. Quis o destino também, que eu sem dar por isso, me apaixonasse violentamente, assim uma coisa estável e que pode durar a vida toda, sem que eu me importe ou sinta incomodada, coisa que nunca tinha acontecido. E, que ele sentisse o mesmo. E que juntos nos sintamos como se o outro não estivesse lá, é tudo tão natural. E vou-me calar com esta ladainha e dedicar esta música ao meu amor, que é lindo e que eu adoro. E mais não digo, que estou a ficar tímida...
Hoje é um dia especial, e só ele e eu sabemos porquê, mas qualquer dia explico-vos, mas ficam a saber que é uma coisa boa. Estamos portanto, contentes!
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5/27/2013
Outra vez...
Na mesma rua, esperei, esperei, esperei por ela e ela, nada. Liguei-lhe, e perguntei o que se passava. Respondeu-me que já vinha. Demorou, mas comecei a vê-la descer a rua, na minha direcção, com ambas as mãos ocupadas. Perguntei-lhe porque tinha demorado tanto, contou-me que tinha caído ao sair da florista, esparramou-se ao comprido no chão, a minha mãe linda, e eu à espera dela, na mesma rua, sem saber de nada. Um joelho ia todo raspado, sem pele, a calça quase rota, o outro joelho também inchado e raspado, mas menos mal tratado que o outro. Trazia 2 ramos lindos, de margaridas, nas mãos, para oferecer a alguém. Fui comprar pensos e betadine, vim para casa, lá tirou a roupa, tratei-lhe os joelhos, pus penso, dei beijinhos. Fiz o jantar, ela ajudou, porque eu a temperar comida sou um caos, jantámos e agora estou aqui, fartinha de chorar, mas aliviada por ela não ter partido nada (até ver), e estar a ver televisão, descansada e com bom humor. Há dias em que temos sorte, hoje foi um deles, estamos vivas e estamos juntas, inteiras e não se pode pedir mais.
5/21/2013
Nostalgia
Hoje deu-me um ataque de nostalgia. Por causa dum mail que perdi e precisava encontrar, fui vasculhar a caixa dos emails e perdi-me em lembranças...Tantas parcerias por concretizar, uma entrevista para a SMS, nos Nós Vencedores, tantas promessas perdidas, tantos contactos. Foi bom, mas também foi mau, principalmente para mim, que não gosto de lembrar um passado menos bom. E dei por mim a pensar que a minha vida tem sido só perder, perder familiares, perder amigos, perder acontecimentos e datas, perder amores, perder coisas, mas perdi-as, principalmente, para ganhar outras. Valeu a pena? Não sei, nunca parei para pensar nisso, porque efectivamente, não quero pensar nisso. No fundo a minha vida é concentrada no presente, naquilo que tenho, na paz que alcancei, nos passos que dou, dia a dia. Por isso, acho que vou concentrar-me noutras coisas, e esquecer o passado, que esse não tem interesse nenhum!
5/08/2013
Tu
Tenho saudades tuas, muitas saudades tuas e ainda mais, saudades nossas. Tenho saudades da vertigem que foi conhecer-te, da doçura e do espanto de me apaixonar por ti e tu por mim. Tenho saudades de sorrir ao teu lado, de rir das tuas coisas, de ouvir uma gargalhada tua. Tenho saudades de sentir as tuas saudades, de te sentir ao meu lado, só meu. Tenho saudades de revirar os olhos quando começas a falar de informática e de saber que te estás nas tintas para os cosméticos, quando falo neles. Somos tão diferentes em tantas coisas, mas sempre me senti tão perto de ti. É o amor, diriam...Fazes-me falta, sabias?
5/05/2013
Mãe
E a minha, é a melhor mãe do mundo e por mais palavras que eu colocasse aqui, nunca poderia demonstrar o quanto a amo, a importância que ela tem para mim e a simpatia e gentileza que demonstra para com os outros. Que seja sempre eterna, como já o é, no meu coração!
2/15/2013
In Love
E agora que já passou, contem-me lá como foi esse dia dos namorados? Correu bem, mal, assim assim?
Eu recebi uma mensagem de amor linda! ♥
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2/14/2013
Amor
Para os apaixonados, os que não estão apaixonados, os apaixonados não correspondidos, os que adoram este dia, os que detestam, os que assim-assim, para todos, que seja um óptimo dia e que sejam, acima de tudo, felizes!
Fica aqui um beijinho enorme à minha mãe e ao meu pai (algures no céu a ver isto e rir-se), que se casaram há 48 anos atrás.
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1/19/2013
Bom fim de semana!
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1/02/2013
Resoluções de Ano Novo
E um novo ano começou...Confesso-vos que me é difícil escrever este post, porque não sei nem por onde começar, nem por onde acabar...
Farto-me de ler resoluções, dicas, mantras para o novo ano, mas eu, de facto, só tenho um, viver intensamente o dia a dia. Mais nada. Não preciso de mais maquilhagem, tenho que chegue e que me permite andar mais apresentável, tenho suficiente roupa no roupeiro, tenho a mala da minha vida, umas botas fantásticas e por aí adiante...Materialmente, tenho tudo o que preciso. Ou que posso ter, sem ter que me preocupar.
Se havia pessoa que vivia ansiosa sempre a precisar de algo, era eu. E queria tudo e tudo e tudo. E mais maquilhagem e mais geis de duche (adoro) e mais cremes, e mais...e mais e mais. Honestamente não tenho muita coisa, mas tenho o suficiente, que me chega para imenso tempo.
A minha vida deu uma reviravolta imensa, a todos os níveis e honestamente, sou mais feliz. Olho e vejo as pessoas, coisa que não fazia antes, apenas olhava e não as via. E ver as pessoas é passatempo que me vai ocupar o resto da vida. Talvez esta vida e mais uma dezena delas. Mas aprendi que um sorriso vale, efectivamente, mais que mil palavras, e que a palavra amor, definitivamente, é a palavra mais importante de sempre.
E comecei o ano da melhor forma, rodeada de quem amo, foi maravilhoso.
É claro que continuarei a falar de cremes, a dar-vos ideias de coisas que experimento, dos melhores blushes e bases e batons, séruns para envelhecermos mais suave e alegremente e, principalmente, a ajudar as raparigas da minha idade, e blábláblá, rebeubéu pardais ao ninho.
Mas isso, não é a coisa mais importante da minha vida. Este blog, esse já tem bastante importância!
12/26/2012
Um cachecol...
...e umas luvas. Os mais lindos do mundo, directamente da mãe, para mim. Encerram neles o maior amor que pode haver, entre mãe e filha. ♥
8/11/2012
Adoro-te, mãe
Obrigada mãe, por mais uma vez, teres sido a minha enorme e grande ajuda. Sem ti, não teria conseguido. Adoro-te, amo-te :)
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