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7/15/2012
Oh my God!
O meu prédio tem lojas, na parte de baixo. Há uma ervanária, uma florista e uma...lavandaria. Moro no 3º andar e mesmo assim, o barulho torna-se massacrante. Começa às 8h, acho eu, e o baralho, acaba lá para a 1h e tal da manhã, pois os donos aproveitam a tarifa bi-horária e deixam as máquinas ligadas durante a noite. Moro aqui há 12 anos e, embora os copos da cristaleira estremeçam, nunca aquele barulho me tinha incomodado. Mas agora, agora, senhoras, ando possuída! É um barulhinho que não se identifica, porque já se convive há tantos anos com ele, mas que massacra, mói, incomoda, frita o cérebro da pessoa. Quando aquilo pára, porque durante o dia, há umas pausas, é que se dá valor ao silêncio. Era tão bom, mas tão bom NÃO viver por cima duma lavandaria!
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5/07/2012
Ele há coisas...#3
Este post é uma aposta na diferença. E porquê? Porque sou olhada de lado, sempre que digo que não gosto de campo, nem de árvores, o silêncio faz-me a maior confusão do mundo, adoro dormir a ouvir passar os aviões, os eléctricos e autocarros, não sou grande amante de acordar a ouvir passarinhos nem grilos, não gosto particularmente de galinhas, gosto de confusão e burburinho e a calma e o silêncio fazem-me nervos. Isto é uma coisa que irrita as pessoas, e não consigo perceber porquê. Sou rata de cidade, e depois? Se eu aceito quem só goste de silêncio e sossego, deteste centros comerciais e prédios altos, ao contrário de mim, que adoro, só espero que as pessoas me respeitem também. Não nasci no campo, gosto de viver em prédios e não em vivendas, gosto de barulho, de sentir que há gente acordada, enquanto eu estou a dormir. Claro que me sabem bem uns dias de descanso, no meio da natureza e rodeada de silêncio e coisas voadoras (podem ser pássaros). Mas gosto disso durante uma semana, para desintoxicar, depois gosto de voltar à confusão, senão dou em maluca. Não obrigo ninguém a ser como eu, não insisto para que se enfiem a contragosto nos centros comerciais desta vida (obrigo o meu homem, mas isso faz parte...), não os obrigo a enfiarem-se em apartamentos e deixarem as vivendas. Até porque sou casada com um homem que gosta de tudo o que não gosto e até nos damos muito bem...Portanto, qual é o problema de haver quem goste de cidades e de campo? Nenhum, há espaço para todos!
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